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Talento

Foto: Felipe Nunes (7 anos - aluno do AEE)

“Existe algo muito mais escasso, fino e raro que o talento. É o talento para reconhecer os talentosos”.

Kin Hubbard -
pseudônimo de Frank McKinney Hubbard (1868 – 1930) – foi um filósofo e jornalista estadunidense.

Dia de Finados


O Dia da Morte; pintura de
William-Adolphe Bouguereau (1825-1905)

Hoje, 2 de novembro, os cristãos católicos celebram o feriado universal do Dia dos Fiéis Defuntos, Dia dos Mortos ou Dia de Finados.

No passado, homenagens aos mortos também eram habituais. Notamos algo em comum na maioria das religiões: elas reservavam o Dia de Finados para evocar as qualidades e os feitos dos antepassados e também celebrar sua fé na ressurreição. Os cristãos protestantes, por exemplo, observam a data, mas creem que, após a morte, nada mais resta a não ser o juízo final.

O Dia de
Finados foi instituído oficialmente pela Igreja Católica no século X. A partir do século XI, os Papas Silvestre II (1009), João XVII (1009) e Leão IX (1015) passaram a obrigar a comunidade a dedicar um dia aos mortos. No século XIII, esse dia passou a ser comemorado em 2 de novembro, porque 1º de novembro é a Festa de Todos os Santos.

Os fiéis costumam homenagear os mortos lhes oferecendo flores – que são levadas aos cemitérios - e orando/rezando por eles. É o "Dia da Saudade.”

Apoiados em uma prática de mais de um milênio, os católicos utilizam-se de algumas passagens bíblicas para fundamentarem sua posição: cf. Tobias 12,12; Jó 1,18-20; Mt 12,32 e II Macabeus 12,43-46.

Particularmente, vejo a data de hoje como um dia especial no qual temos a oportunidade de relembrar, com mais ênfase, os nossos entes queridos já falecidos e também refletir sobre a morte: algo certo e inevitável para todos nós. Em síntese, é uma forma de mantê-los vivos, em nossa lembrança, em consideração a tudo quanto fizeram ou representaram para nós, em vida. Na verdade, quando perdemos alguém que amamos, ele (a) jamais desaparecerá, completamente, porque o amor é eterno e a extinção da matéria aliada à ausência física não impedem que o amor por ele (a) se perpetue em forma de recordação.


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Cidadão - Zé geraldo

Zé Geraldo em Mossoró - Teatro Dix-huit Rosado
Foto: Josselene Marques

O mineiro José Geraldo Juste, conhecido como Zé Geraldo é um cantor e compositor brasileiro.
Em seu álbum Terceiro Mundo – CBS - 1979, fez grande sucesso nacional com a música “Cidadão” que foi regravada por vários intérpretes brasileiros, entre eles o paraibano Zé Ramalho e o cantor Sílvio Brito.
Suas canções como "Rio Doce" e "Milho aos Pombos" tornaram-se conhecidas após concorrerem nos festivais.
O seu mais recente trabalho foi lançado em maio de 2008: intitulado Catadô de Bromélias, o qual inclui uma versão em português da música "Mr. Tambourine Man", de Bob Dylan, e uma nova parceria, com o cantor e compositor Zeca Baleiro, "Na barra do seu vestido".

Que tal reflexionarmos um pouco? Esta letra é um convite à reflexão.

Cidadão
Zé Geraldo

Tá vendo aquele edifício moço?
Ajudei a levantar
Foi um tempo de aflição
Eram quatro condução
Duas pra ir, duas pra voltar.
Hoje depois dele pronto
Olho pra cima e fico tonto
Mas me chega um cidadão
E me diz desconfiado, tu tá aí admirado
Ou tá querendo roubar?
Meu domingo tá perdido
Vou pra casa entristecido
Dá vontade de beber
E pra aumentar o meu tédio
Eu nem posso olhar pro prédio
Que eu ajudei a fazer

Tá vendo aquele colégio moço?
Eu também trabalhei lá
Lá eu quase me arrebento
Pus a massa fiz cimento
Ajudei a rebocar
Minha filha inocente
Vem pra mim toda contente
Pai vou me matricular,
Mas me diz um cidadão
Criança de pé no chão
Aqui não pode estudar
Esta dor doeu mais forte
Por que que eu deixei o norte
Eu me pus a me dizer
Lá a seca castigava, mas o pouco que eu plantava
Tinha direito a comer

Tá vendo aquela igreja moço?
Onde o padre diz amém
Pus o sino e o badalo
Enchi minha mão de calo
Lá eu trabalhei também
Lá sim valeu a pena
Tem quermesse, tem novena
E o padre me deixa entrar
Foi lá que Cristo me disse
Rapaz deixe de tolice
Não se deixe amedrontar

Fui eu quem criou a terra
Enchi o rio fiz a serra
Não deixei nada faltar
Hoje o homem criou asas
E na maioria das casas
Eu também não posso entrar (2x)

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Tempo

Imagem: WEB


O tempo é a quarta dimensão do universo.
Tento, constantemente, me adequar
Ao tempo de Deus e ao tempo dos homens.
- Confesso que não é tarefa fácil!

Ele pode ser relativo, cronológico, oportuno,
Lento, rápido, longo, curto, local, real, universal...

Os humanos tentam aprisioná-lo em relógios e calendários;
Dividí-lo em dias, horas, minutos e segundos;
Multiplicá-lo em semanas, meses e anos;
Agrupá-lo em décadas, séculos e milênios
- Tudo em vão!
Esquecem que ele é irrefreável, indomável
E não espera por ninguém.

Independente de nossa vontade,
Deixa marcas na aparência:
Provas indisfarçáveis dos anos bem ou mal vividos...

Algumas pessoas o perdem ou ganham, outras o matam.
Contudo, são poucas as que têm consciência
De que ele jamais voltará – a não ser em nossas recordações...
Afinal, tal qual as águas de um rio, ele se renova
- Ao contrário do que acontece conosco -
E, à medida que vivemos,
Estamos sempre passando por um tempo transitório
Que nos ajuda a superar, esquecer e curar nossas dores.


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Primazia do bem particular sobre bem comum



Imagem: WEB

Toda vez que alguém, unicamente, prioriza o bem particular, o bem comum fica ameaçado.



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Saber viver...

Imagens do Clip-art
Montagem: Josselene

Hoje, de súbito, me veio à mente a lembrança de uma pessoa que me chamou a atenção, em um transporte coletivo, no início desta semana.

Logo que entrei no ônibus, fui cumprimentada por um jovem senhor que, observei em seguida, interagia facilmente com todos os passageiros aos quais tratava por “irmão” ou “irmã” – eis a razão do seu apelido: Irmão. Conhecido lavador de carros, com problemas neurológicos, ganha o seu pão diário trabalhando no estacionamento da ponte Jerônimo Rosado. É surpreendente a forma como se comunica com todos e, mais ainda, a filosofia contida em suas palavras. Felizmente, o comprometimento mental não impede que ele nos brinde com sua sabedoria e seu otimismo diante da vida.

Em determinado momento do percurso, quando passamos próximo ao Cemitério São Sebastião, ele disse: “Vejam, essa aí é a casa de todos nós: do rico, do pobre, do normal e do doido. Todo mundo vem morar aí. Nós somos velas acesas. A qualquer hora, vamos apagar. Por isso, é melhor dar valor e aproveitar a vida e fazer o bem.”
Infelizmente, foi impossível memorizar todos os “toques” que ele deu às pessoas que lhe prestavam atenção. Cada passageiro ganhou um “Bom dia” na entrada e uma bênção na saída da condução. Seu bom humor contagiava a todos. De minha poltrona, no meio do coletivo, só o vi queixar-se uma única vez: o fato de tomar um medicamento controlado que o impossibilita de acordar mais cedo e faturar mais. Ele disse: “Estou atrasado. Já deixei de lavar pelo menos três carros. É isso mesmo, mas Deus vai ajudar.”

Já no meu ambiente de trabalho, me pus a refletir: quantas vezes nós – que temos formação acadêmica, emprego e salário garantidos e somos saudáveis mental e fisicamente - enfrentamos o dia ou chegamos ao final dele de mau humor, nos lamentando, nos sentindo infelizes porque o mundo não gira da forma e no tempo que, egoisticamente, desejamos? Pensando bem, isto chega a ser uma afronta ao nosso Deus – ainda mais se considerarmos os desvalidos espalhados pelo mundo. Façamos, então, como este sábio Irmão que, apesar das limitações mentais, consegue enxergar e valorizar o presente que ganhamos todos os dias: a oportunidade de renascer junto com o sol e encher de luz as nossas vidas. É mister que aprendamos a viver, pois, na maioria das vezes, somos felizes e privilegiados e não nos damos conta disto.



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O ontem...


Imagem: WEB

No ontem, estão nossas experiências,
Lembranças, alegrias e tristezas.
No ontem, depositamos parte da existência.
Dele podemos tirar lições para o hoje
E alterar positivamente - ou não - o amanhã.
O ontem também pode ser revivido,
Através das boas recordações,
Ou esquecido, mas jamais negado,
Pois faz parte da história de cada um.



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